QUEM SOMOS

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Apesar do nome no singular ‘’Vegano Periférico’’, são dois, gêmeos, Leonardo e Eduardo dos Santos. Nascidos e criados no Conjunto Habitacional Parque Itajaí, na região do Campo Grande em Campinas, SP. Região periférica que fica a 25 km do centro. Pertencentes à classe trabalhadora, ex-funcionários de uma rede de fast food, vendedor de loja em shopping, promotor de vendas em supermercados, garçom e chapeiro. Irmãos mais velhos do Matheus e filhos da dona Regina e do falecido Lauro, que por conta do alcoolismo nos deixou cedo vivendo em situação de rua. Sempre estudantes do ensino público, se formaram na Escola Estadual Ruy Rodriguez no Conjunto Habitacional Parque Itajaí, em Campinas, SP.


Depois de vários despejos e dificuldade para pagar aluguel e não aguentar mais morar de favor na casa dos outros, sua tia Maria Roseli, cedeu o quital da casa dela para Leonardo e Eduardo construírem uma pequena casa com 3 cômodos nos fundos, onde vive a mãe Dona Regina hoje. Que mesmo trabalhando com faxina atualmente e ganhando muito pouco tem onde morar pelo menos e não precisa mais se preocupar com o despejo.


Morando em diversos bairros, prédinhos, morando de favor, vivendo na periferia e sendo funcionários de uma rede de fast food, logo cedo, desenvolveram um senso crítico frente às questões sociais que enfrentávam, mesclando a vivencia com pesquisas, estudos e questionamentos, cada dia que estudávam sobre um assunto estávam vivendo aquilo na pele. 

Um pouco depois dos questionamentos sociais, Eduardo e Leonardo tiveram seu primeiro contato com o sofrimento animal através da internet, não faziam ideia de que a indústria da carne, do leite e de ovos operava daquela forma, e submetiam animais a situações desumanas a um nível inimaginável para produzir produtos comestíveis, produtos para a pele, cabelo, etc. Inconformados com tamanho absurdo e desrespeito começeram a pesquisar incessantemente sobre a indústria da carne, do leite e de ovos, descobrindo atrocidades, assassinatos, violência, exploração animal e humana que estão por trás de um pedaço de carne, um copo de leite e um omelete. Com tanto material, com tanta informação ficou difícil continuar comprando esses produtos e financiando essas empresas, em seguida deixaram de consumir produtos de origem animal e passaram a atuar de forma ativa e constante na causa animal, participando de manifestações, boicotes, debates, palestras, etc.

Devido a nossa criação e a vivência, sentimos que o movimento pela Libertação Animal no Brasil tinha um teor elitizado, foi então que decidimos criar uma página no instagram para abordar, através da ótica periférica, assuntos que envolvem cultura, direito animal, educação, alimentação, política e ciência de forma simples, prática e acessível.