• Vegano Periférico

Comer é um ato político



Esse prato é antigo, era o tipo de rango que comíamos. Nas antiga a gente não tava nem aí para a nossa alimentação e seus impactos. No rango era arroz, feijão e pedaços de bicho com ovos e embutidos (quando tinha) e era isso, não tava nem aí para os animais, pra nossa saúde, quem dirá pro meio ambiente. Não tínhamos informação, e o pior, foi vendido pra gente que consumir animais e seus derivados era algo ‘’normal e importante’’ e que se alimentar bem era coisa de gente fresca (essa é a ideia que permeia a mente da rapaziada e permeou a nossa por uma cota).


Mas hoje em dia, com todo contato que temos, é impossível não se opor ao consumo de animais e mudar completamente a nossa relação com o que consumimos. Hoje, sabemos da crescente destruição ambiental, o horror que é a exploração animal e os prejuízos reais que os produtos de origem animal causam na nossa saúde e na saúde do nosso povo, e decidimos não participar disso. E a elite e os governantes querem ver o povo desinformado, comendo mal e impotente. Por isso, a nossa luta sempre será pela nossa autonomia.



Prato recente - após ter se tornado vegano e abandonado completamente produtos de origem animal. Muito mais colorido e consciente.


Mas é claro que pra escolher o que comer a pessoa não pode estar em situação de fome, de pobreza e miséria. E no Brasil de Bolsonaro, a realidade é que mais da metade da população está nessa situação. E a fita é essa, ou a quebrada passa fome por conta de um sistema desigual, perverso e excludente ou se alimenta extremamente mal quando consegue comer por pura desinformação e estímulo publicitário.


E é aí que entra a importância da política no movimento e da informação ser acessível e chegar onde tem que chegar. Porque quando temos a nossa sobrevivência minimamente garantida e informação, podemos contribuir de forma positiva e mudar nossas ações em prol daquilo que acreditamos. E isso tem mó impacto nas nossas relações, no nosso meio e no coletivo. E não é uma simples mudança individual, é uma forma de colocar a política em prática.


E é isso, a quebrada tem que comer bem, tem que participar da cena política e tá ativa, pois sem nóis (povo) nenhuma luta tem força. No mais, Fora Bolsonaro.