• Vegano Periférico

É impressionante como toda semana algumas pessoas à nossa volta são diagnosticadas com alguma doença relacionada a péssima alimentação. E o pior é a forma como lidam com isso, agem como se fosse algo natural e inevitável, acreditam que a idade vai te trazer uma doença e não importa o que você faça você vai sofrer. Sabemos que muitas doenças têm origem genética e de fato são inevitáveis, mas estudos recentes mostram que uma má alimentação mata mais do que o uso de cigarros.

Essa visão de que o consumo de frutas, legumes e vegetais é fit, dieta ou alimentação de playboy está nos cegando e mantendo a quebrada morrendo pela boca, se alimentar de forma consciente não é e não deve ser uma parada exclusiva de uma elitizinha minúscula, porque como mostrou um estudo publicado no periódico científico da The Lancet, uma em cada cinco mortes ocorridas em 2017 estava associada ao consumo excessivo de sal, açúcar ou carne, ou por carência de cereais integrais e frutas. E sabemos quem mais sofre com isso. Negar esse problema é ser complacente com o nutricídio nas periferias e favelas.


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  • Vegano Periférico

É muito comum, quase que diariamente as pessoas me abordam com a dúvida: é muito difícil ser vegano aí no Nordeste? Geralmente essa pergunta vem de uma mente muito condicionada em industrializados e substitutos iguais a carne, leite, queijos e ovos que são vendidos a preços absurdos em redes de supermercados Brasil afora, geralmente produzidos por empresas responsáveis pela exploração animal.


Mas, nóis mesmo aqui não consumimos e nunca sentimos vontade alguma de comprar esses industrializados com selinho "vígan", até porque não temos condições financeiras pra bancar isso, e o foco é alimentação verdadeira e barata, sem dependência em megaempresas que visam o lucro acima de qualquer coisa.





Quando falamos que é mais barato ser vegano, estamos falando de comida mesmo, grãos, cereais, frutas, legumes, vegetais, entre diversos outros alimentos que são a base da nossa alimentação.

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  • Vegano Periférico


Esse prato é antigo, era o tipo de rango que comíamos. Nas antiga a gente não tava nem aí para a nossa alimentação e seus impactos. No rango era arroz, feijão e pedaços de bicho com ovos e embutidos (quando tinha) e era isso, não tava nem aí para os animais, pra nossa saúde, quem dirá pro meio ambiente. Não tínhamos informação, e o pior, foi vendido pra gente que consumir animais e seus derivados era algo ‘’normal e importante’’ e que se alimentar bem era coisa de gente fresca (essa é a ideia que permeia a mente da rapaziada e permeou a nossa por uma cota).


Mas hoje em dia, com todo contato que temos, é impossível não se opor ao consumo de animais e mudar completamente a nossa relação com o que consumimos. Hoje, sabemos da crescente destruição ambiental, o horror que é a exploração animal e os prejuízos reais que os produtos de origem animal causam na nossa saúde e na saúde do nosso povo, e decidimos não participar disso. E a elite e os governantes querem ver o povo desinformado, comendo mal e impotente. Por isso, a nossa luta sempre será pela nossa autonomia.



Prato recente - após ter se tornado vegano e abandonado completamente produtos de origem animal. Muito mais colorido e consciente.


Mas é claro que pra escolher o que comer a pessoa não pode estar em situação de fome, de pobreza e miséria. E no Brasil de Bolsonaro, a realidade é que mais da metade da população está nessa situação. E a fita é essa, ou a quebrada passa fome por conta de um sistema desigual, perverso e excludente ou se alimenta extremamente mal quando consegue comer por pura desinformação e estímulo publicitário.


E é aí que entra a importância da política no movimento e da informação ser acessível e chegar onde tem que chegar. Porque quando temos a nossa sobrevivência minimamente garantida e informação, podemos contribuir de forma positiva e mudar nossas ações em prol daquilo que acreditamos. E isso tem mó impacto nas nossas relações, no nosso meio e no coletivo. E não é uma simples mudança individual, é uma forma de colocar a política em prática.


E é isso, a quebrada tem que comer bem, tem que participar da cena política e tá ativa, pois sem nóis (povo) nenhuma luta tem força. No mais, Fora Bolsonaro.

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